Pular Links de Navegação
Home
Quem Somos
Legislação
Dinheiro do Ensino
Contato
     Voltar
ESTUDAR É UM DEVER, NÃO UM DIREITO
ALESSANDRO ELOY BRAGA

ESTUDAR É UM DEVER, NÃO UM DIREITO

 

                                                                                                   por Alessandro Eloy Braga*

 

Até onde entendo, a aprendizagem só acontece, verdadeiramente, quando o indivíduo entra em um processo de reflexão pessoal sobre as coisas, sobre as informações que adquiriu, para depois construir momentos de discussão com seus próximos, para uma troca de visões e opiniões, para, novamente, entrar em processo de reflexão pessoal. As informações que o aluno precisa adquirir estão aí, na vida, no dia-a-dia das experiências. As informações estão nos livros, importantíssimos canais de aquisição destas informações e de proposição de discussões.

Assim, para iniciar o processo de aprendizagem, o aluno precisa observar o mundo e, principalmente, LER MUITO. Ler muito não necessariamente significa ler uma grande quantidade de livros. Significa, antes de tudo, ler (no sentido de perceber os significantes impressos no livro e construir na mente seus significados) uma vez, duas vezes, três vezes, quatro vezes e quantas forem necessárias para construir uma idéia sobre o que foi lido. LER MUITO é LER BEM. Contudo, este contato inicial com o livro e com o mundo é apenas o momento de aquisição de informações. É preciso, depois, discutir as impressões e as opiniões iniciais formadas neste processo de aquisição consigo, com o próximo, com o colega de turma e, principalmente, com os pais e com os professores.

Todavia, aqui está o primeiro grande problema da educação brasileira: os alunos NÃO QUEREM LER e, por conseguinte, não querem estudar. Os alunos TÊM PREGUIÇA DE LER. Os alunos preferem ler os resumos dos livros (quando há) em livrinhos didáticos de qualidade duvidosa do que ler a obra completa. Os alunos preferem assistir ao filme do livro (quando há) do que ler a obra completa. Os alunos fazem de tudo para fugir de sua RESPONSABILIDADE de leitor do mundo. Não se preocupam se não estão aprendendo, mas se preocupam se terão nota ao final do processo letivo. Contudo, como ter nota sem estudar e aprender?

LER É UM PROCESSO SOFRIDO, que obriga o leitor a passar horas sentado em algum lugar, parado, concentrando-se em um objeto que não é dinâmico - como são a televisão ou o cinema ou a Internet -, que têm palavras que ele desconhece e que trata de uma história que, à primeira vista, não tem uma aplicabilidade prática em sua vida. Da mesma forma, como é difícil para o aluno, "coitado", ter que ficar horas sentado em uma sala, ouvindo um professor em um processo que também não é dinâmico ou divertido como a televisão e o futebol de rua ou o video game.

Como sofre o nosso "pobre aluno", vítima da maldade do processo educacional. É assim que pensam muitos especialistas de nossa educação e transmitem esses pensamentos em seus livros, belos livros lidos por centenas de pedagogos e pela mídia e o Estado que teimam em depositar no professor e na escola a culpa e a responsabilidade pela má formação de nossos alunos.

Mas, se é o aluno que conversa em sala de aula; se é o aluno que tem preguiça de estudar em casa; se é o aluno que tem preguiça e desinteresse em fazer as atividades propostas pelo professor; se é o aluno que não lê os livros indicados pelos professores; se é o aluno que troca uma hora de estudo por três horas no shopping ou uma madrugada inteira em um chat ou blog idiota na Internet; se é o aluno que leva seu celular ou sei iPOD para a sala e fica jogando e escutando música durante as aulas; se o Estado não dá subsídios para que os mais pobres possam dedicar-se aos estudos e não ao trabalho infantil; se o Estado não constrói escolas com infra-estrutura adequada e com certa agradabilidade; se o ensino superior brasileiro e os cursos de formação de professores estão deficitários no que diz respeito a carga horária e disciplinas, a culpa é do professor e da escola que não estão desempenhando sua função como deveriam? Se são os pais que não acompanham o desenvolvimento de seus filhos na escola; se são o pais que não assumem para a si a responsabilidade e tarefa social de impor a seus filhos o dever social de se dedicar à educação; se são os pais que compram os celulares, os video games, os computadores, a Internet, os joguinhos eletrônicos, que dão o dinheiro para o shopping; se são os pais que colocam seus filhos para trabalhar ainda crianças; se são os pais que não ensinam limites comportamentais a seus filhos e valores morais básicos, é a escola e os professores que não estão desempenhando suas funções? Se são os especialistas da educação que dizem que o aluno é um cliente, que ele deve ter prazer ao ir para a escola, que o professor e a escola devem fazer de tudo para que ele atinja este "êxtase" escolar; se são estes especialistas que falam que o professor deve ser um "facilitador" do processo ensino-aprendizagem; se são eles que dizem que a escola deve adaptar-se às mudanças sociais e aos desejos dos alunos, contribuindo, assim, com este discurso para o desgaste da imagem da escola e dos professores diante da sociedade, são os professores e a escola que não estão desempenhando seus papéis como deveriam? Se o Estado não paga salários que condizem com a importância do professor para construção da sociedade, haja vista que um funcionário concursado do Senado ou de um tribunal qualquer, com nível médio, ganha três vezes mais que um professor com mestrado e duas vezes mais que um professor com doutorado nas redes públicas de ensino básico e superior, a culpa pela má educação e desvalorização do processo educacional no Brasil é da escola e dos professores? Quem define estes valores? É um servidor de cafezinho no Senado mais importante que um Professor para a sociedade?

Os pais perguntam a seus filhos se eles querem andar vestidos ou nus? Os pais perguntam a seus filhos se eles querem ou não tomar banho todos os dias? Os pais perguntam a seus filhos se eles querem ou não escovar os dentes três vezes ao dia? Os pais perguntam a seus filhos se eles querem ou não se alimentar? Os pais perguntam a seus filhos se eles querem ou não usar drogas, ou consumir álcool, ou fumar? Perguntam se eles querem ou não matar alguém, queimar dinheiro? Os filhos podem interferir nestas decisões? Não. Porque são necessidades sociais e pessoais básicas, que precisam ser exercidas e desempenhadas sejam elas prazerosas ou não, elas precisam ser feitas. São imposições feitas pela sociedade e pela convivência humana e que não podem ser decididas ou colocadas à escolha da criança ou do adolescente. O filho, nestes casos, também é um cliente dos pais e que precisa ter suas vontades satisfeitas? Não. A Educação também precisa ser vista pelos pais, pelo Estado e pelos alunos como uma necessidade, ou melhor, uma obrigação social e pessoal básica.

            A escola não é uma loja de shopping. A escola não um parque de diversões. O professor não é um vendedor, não é missionário, não é mendigo - para mendigar a atenção dos alunos em sala de aula -, não é pai, mãe e nem babá. O professor não é um palhaço ou um mestre de cerimônias. O professor é um profissional. A escola, não é espaço de diversão ou de prazeres, ela é um local para onde se vai para aprender coisas que são OBRIGATORIAMENTE NECESSÁRIAS SOCIAL E INDIVIDUALMENTE aos indivíduos, para que eles desempenhem seu papel de cidadão e ser humano com a responsabilidade e a ética que a sociedade deveria esperar deles. O ALUNO NÃO TEM ESCOLHA, ELE PRECISA ESTUDAR E APRENDER, assim como ele precisa tomar banho, escovar os dentes, não matar o próximo, não consumir drogas, não beber, não fumar. Porque é preciso ter em mente que educar-se deve ser uma responsabilidade do cidadão perante a sociedade. Por que é nosso dever com o Estado pagar impostos, mas estudar é apenas um direito? ESTUDAR É UM DEVER, NÃO UM DIREITO, como equivocadamente e erroneamente afirma a nossa própria Constituição Federal, porque o bem estar da sociedade depende, diretamente, da qualidade da educação que oferecemos e construímos.

A educação não é nem deve ser um processo prazeroso apenas, como querem muitos. A educação é um processo sofrido, porque exige dedicação, comprometimento, trabalho, horas de estudo, esforço, concentração, responsabilidade, é abdicar do lazer para pensar sobre os problemas sociais e individuais, é atitude. Estas coisas não são prazerosas.

O Professor é alguém que tem obrigação de ser ouvido por seus alunos e pela sociedade naquilo que diz respeito à sua especialidade de formação. Porque ele é um formador de opiniões, alguém que estudou para ter algo significativo a dizer. Contudo, preferimos ouvir "abobrinhas" de um apresentador de televisão ou de um cantor da moda.

            E ainda há os que têm coragem de afirmar que "a escola deve adaptar-se às mudanças sociais", que "a escola está muito distante da realidade". Se a escola for se espelhar nas mudanças contínuas da sociedade ou correr atrás da realidade para compor seus conteúdos, objetivos e identidade, ela pode fechar suas portas, porque vai perder seu sentido de existência. A escola, assim como as Igrejas, tem o fundamental e importantíssimo papel de realizar a manutenção de valores éticos e morais imprescindíveis ao ser humano e que foram construídos durante centenas de anos de história e reflexão sobre a humanidade por filósofos, sociólogos, teólogos e cientistas que despenderam anos e anos de um sacrifício pessoal para construir um conhecimento valoroso para a humanidade. Seria como pedir ao Papa que a Igreja se torne a favor do aborto e da poligamia. Ela poderia fechar suas portas se assim o fizesse, porque perderia seus princípios básicos e a sua função formadora.

O princípio básico da escola é discutir a realidade de forma séria, demorada, madura e autônoma. É dever da escola, assim como das Igrejas, manter a sobriedade, a consciência e os valores essenciais da humanidade, propondo mudanças quando necessário e mantendo padrões quando também necessário e não correr atrás dos modismos fúteis e efêmeros de uma sociedade cada vez mais mergulhada na lama de um materialismo vazio, do tecnicismo, de um progresso tem como fim o hedonismo fútil, que teima em querer afirmar a escola como local apenas de prazeres. Se assim for, deixemos a educação para ser feita pelos parques de diversão, shoppings e televisão. Afinal, para que escola e para que professores, questionam-se atualmente nossos alunos, se temos a Internet e a televisão? Para que sofrer estudando e lendo e pesquisando e ouvindo as asneiras de um professor se os rappers e MCs e faustões e axés e forrós e trances e outras drogas, químicas ou não, tem muito mais a dizer e são mais prazerosas?

Precisamos é mudar a pergunta que os pedagogos erroneamente têm feito. Não devemos mais nos perguntar "O professor está ensinando e o aluno aprendendo?". Precisamos nos perguntar: "O aluno está estudando?".

Se ser professor não vale à pena, como insistem em falar presidentes da república e a sociedade em geral - o que justifica as licenciaturas serem cursos preenchidos, em sua maioria, praticamente por pessoas de classes média e baixa (por causa se sua baixíssima remuneração e reconhecimento social) e oferecidos, principalmente, em faculdades particulares (muitas delas com qualidade duvidosa), enquanto os ricos inundam as universidades públicas em cursos caríssimos como Direito, Publicidade, Engenharia e Medicina -, então fechemos de vez os cursos de formação de professores e vamos ver no que vai dar esta nossa já ignorante e cega sociedade.

É certo que os rumos da educação estão ligados àquilo que a sociedade quer para si. Se esta mesma sociedade quer futilidade, hedonismo, superficialidade, amoralidade, violência, corrupção e miséria, então nossa escola está no caminho certo. Contudo, se ainda há alguém que deseja uma sociedade intelectualmente e emocionalmente madura, com valores, ética, responsabilidade, respeito, paz, então já passou da hora de mudar os rumos deste nosso decadente e já falido processo educacional, assumindo cada um a sua responsabilidade pelo triste quadro posto, principalmente a família, o Estado e o aluno.

 

__________________________________________

* Licenciado em Letras, Mestre em Educação, Coordenador do Curso de Letras da Faculdade Jesus Maria José (FAJESU) em Brasília-DF e Professor da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal.

 

 


04/06/2007

Voltar
Publicações Anteriores
31/12/2009 Como é Bela a Humanidade Theófilo Silva [1]
25/12/2009 DO SERTÃO A COPENHAGUE Márcia Guedes [1]
20/12/2009 A Rede Globo não gosta de panetone? Nonato Menezes
10/12/2009 Virgilio Freire explica porque a Telefonica faz mal ao Brasil Virgilio Freire
10/12/2009 Lula, o mundo e a mídia* Beto Almeida [1]
06/12/2009 Os Discípulos de São Durval Theófilo Silva
06/12/2009 "As imagens não falam por si só" e o "suposto" Nonato Menezes
29/11/2009 DO PAINEL À PANDORA Nonato Menezes
24/11/2009 CEF 16 DE TAGUATINGA, SÁBADO, ESCOLA ABERTA Magno Rocha Ramos [1]
14/11/2009 BRASIL: PAÍS DAS PROVAS Nonato Menezes
10/11/2009 A Medicina e os Cães THEÓFILO SILVA [1]
27/10/2009 ODE A JUÍZA SONIA DAS DORES DIONISIO 1 Márcia Novaes Guedes.
25/10/2009 O SUMIÇO DE BELCHIOR THEÓFILO SILVA [1]
18/10/2009 APRENDENDO AVALIÁ Grasce Gondim [1]
15/10/2009 PARABÉNS PROFESSOR! Nonato Menezes e Grasce Gondim
08/09/2009 O GOSTO AMARGO DO SORVETE DA ESQUINA DA ALEMANHA Márcia N. Guedes - Juíza Federal do Trabalho
18/08/2009 Marina e o Rei Lear THEÓFILO SILVA [1]
13/08/2009 AQUI NÃO TEM PRAÇA Nonato Menezes
01/08/2009 A QUEDA DE WOLSEY THEÓFILO SILVA [1]
19/07/2009 NOSSA ESCOLA E O (DES)CONHECIMENTO Grasce Gondim [1]
15/07/2009 OS QUIXOTES INDIGNADOS THEÓFILO SILVA [1]
07/07/2009 VIVER DIFERENTE, MORRER IGUAL Nonato Menezes
07/06/2009 DOS HOMENS PÚBLICOS THEÓFILO SILVA [1]
25/05/2009 O FEITIÇO DE CLARICE Márcia Guedes[1]
18/05/2009 O ESPANTALHO THEÓFILO SILVA [1]
09/05/2009 Discurso de Leonardo Boff na ONU Leonardo Boff
04/05/2009 MUNICÍPIO DE MT AVANÇA NA MELHORIA DO ENSINO PÚBLICO Nonato Menezes [1]
29/04/2009 PEDAGOGIA QUE SAI DOS FILMES Gina Vieira Ponte de Albuquerque [1]
19/03/2009 FALTANDO COM A HISTÓRIA Márcia Novaes Guedes [1]
29/01/2009 CONTRA OPORTUNISMOS E EM DEFESA DO DIREITO SOCIAL VÁRIOS AUTORES
04/12/2008 PERGUNTANDO AO VENTO Márcia Novaes Guedes*
13/11/2008 VOLVER A LOS DESESSIETE Márcia Novaes Guedes*
24/10/2008 SEM RAZÃO E SEM VIVÊNCIA Nonato Menezes[1]
20/09/2008 VIVA PAULO FREIRE! MÁRCIA NOVAES GUEDES [1]
15/09/2008 A SÚMULA VINCULANTE E A TEORIA DO MEDALHÃO Márcia Novaes Guedes[1]
17/08/2008 Quando as baratas aparecem durante o dia... Vera Silva[1]
11/08/2008 OS "FASCISTAS DEMOCRÁTICOS" Nonato Menezes [1]
30/07/2008 O CASO DANTAS E O "HABEAS CORPUS" DA ONU Márcia Novaes Guedes [1]
03/07/2008 FALTA PEDAGOGIA Nonato Menezes[1]
24/06/2008 UNIVERSIDADE PÚBLICA E DEMOCRACIA RADICAL Elí de Araujo[1] e Adalberto Nader[1]
15/06/2008 A CAIXA PRETA DO FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO NO DF João Monlevade[1]
12/06/2008 ELEIÇÃO DE REITOR COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA João Monlevade[1]
11/06/2008 OS PROFESSORES, OS ECONOMISTAS E A REPROVAÇÃO ESCOLAR Nonato Menezes[1]
08/06/2008 VIOLÊNCIA NA ESCOLA OU ESCOLA DA VIOLÊNCIA Nonato Menezes [1]
06/05/2008 AMASSANDO MENINAS Márcia Novaes Guedes1
06/05/2008 AMASSANDO MENINAS Márcia Novaes Guedes 1
26/04/2008 UM ENSINO MÉDIO MELHOR Nelson Moreira*
25/04/2008 PASCHOAL E BEZINHA Márcia Guedes1
13/04/2008 O ENSINO PROFISSIONALIZANTE E A PERPETUAÇÃO DA DESIGUALDADE SOCIAL Por Alessandro Eloy Braga*
12/04/2008 OS RUMOS DA EDUCAÇÃO E A CONTRIBUIÇÃO DA ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL Lúcia Maria de Oliveira Santis1
06/04/2008 EDUCAÇÃO BRASILEIRA: SCHOPENHAUER ESTAVA CERTO Por Alessandro Eloy Braga*
06/04/2008 "O SILÊNCIO É REACIONÁRIO" Nonato Menezes*
30/03/2008 UM DESPERTAR PARA A EDUCAÇÃO Por Alessandro Eloy Braga*
17/03/2008 NA FRONTEIRA DA BANALIDADE *Nonato Menezes
14/02/2008 LER E ESCREVER *Nonato Menezes
30/01/2008 GESTÃO COMPARTILHADA COM TANTAS MENTIRAS Nonato Menezes
23/12/2007 O ESPÍRITO DE NATAL PEDE ESMOLA Márcia Novaes Guedes [1]
07/12/2007 ENSINAR SEM GRAMATICAR Nonato Menezes
25/11/2007 ESCOLA E DESINTERESSE *Nonato Menezes
19/11/2007 GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA:ESCOLA, MORAL E RESPONSABILIDADE SOCIAL *Nonato Menezes
31/07/2007 SOBRE UMA PEDAGOGIA DA AUTONOMIA Alessandro Eloy Braga*
11/06/2007 SOBRE A REPROVAÇÃO NA ESCOLA *Nonato Menezes
03/06/2007 Ética na Escola Lúcia M. O. Santis
25/03/2007 Para um ensino PÚBLICO de qualidade *Nonato Menezes
21/03/2007 Educar é transformar a realidade para melhor *William Aguiar
19/03/2007 A PRÁTICA DO PEDAGOGO (A)/ORIENTADOR(A) EDUCACIONAL ... Lúcia Maria de Oliveira Santis (Coordenadora)
11/03/2007 Avaliação do ensino público no DF *Adilson César de Araújo
11/03/2007 Ensino público do Brasil; uma arma em sua defesa *Omar dos Santos
11/03/2007 A SAÚDE DO TRABALHADOR EM EDUCAÇÃO NO DISTRITO FEDERAL *Victor Mendonça Neiva


                                             Desenvolvido por: Edes Gomes da Costa                                              Visitante: