Paralelas

Apenas 4,5% das escolas têm infraestrutura completa prevista em lei, diz estudo

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Escola

Entre os itens mais críticos está o laboratório de ciências, presente em apenas 8,6% das escolas de ensino fundamental

Mariana Tokarnia // https://www.brasildefato.com.br/

Agência Brasil , 27 de Junho de 2016

Apenas 4,5% das escolas públicas do país têm todos os itens de infraestrutura previstos em lei, no Plano Nacional de Educação (PNE), de acordo com levantamento feito pelo movimento Todos pela Educação. As condições de infraestrutura são mais críticas no ensino fundamental, etapa que vai do 1º ao 9º ano: 4,8% das escolas possuem todos os itens. No ensino médio, a porcentagem sobe para 22,6%.

O levantamento foi feito com base no Censo Escolar de 2015 e levou em consideração o acesso a energia elétrica; abastecimento de água tratada; esgotamento sanitário e manejo dos resíduos sólidos; espaços para a prática esportiva e para acesso a bens culturais e artísticos; e, equipamentos e laboratórios de ciências. Foi considerada ainda a acessibilidade às pessoas com deficiência.

A TRAMA CONTRA A “GESTÃO DEMOCRÁTICA” NAS ESCOLAS PÚBLICAS DO DISTRITO FEDERAL

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GD

Nonato Menezes - Muitos devem pensar que a Gestão Democrática na nossa Escola Pública é obra do desejo ou resultado da inspiração de alguém que por ventura coloque suas pretensões acima da realidade social. É um tipo de pensamento que não percebe as necessidades sociais. E não observa, por exemplo, que dessas necessidades nasceu a Lei nº 4.751, de 2012, que define os critérios para escolha, por voto secreto, dos Gestores das Escolas Públicas do Distrito Federal.

Qualquer Lei, por importante e necessária que seja, não é suficiente para democratizar as relações nas nossas Escolas Públicas. A verticalidade e o autoritarismo que afeiçoam o ambiente escolar não serão superados apenas mediante instrumento jurídico, no entanto não se deve prescindir dele. O que fará mesmo a escola se tornar um ambiente democrático é o debate, o respeito às regras previamente definidas e o envolvimento com a comunidade.

José Dirceu e o erro irreparável de uma geração

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Esta semana nos deparamos com a condenação a 23 anos de prisão do septuagenário José Dirceu pelo conhecidíssimo juiz Moro. Esta sentença, somada a expropriação da casa da quase centenária mãe do condenado findou por revelar uma contemporânea forma de imolação medieval capaz de provocar nos raros corações que se mantiveram sensíveis à injustiça a mais completa estupefação.

Dirceu

Victor Mendonça Neiva*

Não adianta argumentar que delação premiada não é prova, que para condenar é necessário algo mais substancioso que suposições, que existem princípios historicamente construídos para assegurar ao cidadão ficar a salvo de surpresas do Estado que possam cercear a sua liberdade. Juristas bem melhores que este que vos fala já o fizeram.

A LEI DA GESTÃO ESCOLAR E O CASUÍSMO DOS DIRETORES

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 Nonato Menezes e Omar dos Santos

Gestão2Em Audiência Pública, promovida pela Câmara Legislativa do Distrito Federal neste último dia 04 de abril, foi retomado em boa hora, mas não com um bom começo, o debate sobre as necessárias alterações da Lei 4.751 de 2012, que trata da “gestão democrática” na Rede Pública de Ensino do Distrito Federal.

Não deveria ter começado, por exemplo, a partir de iniciativas de um grupo de diretores escolares, cujo apelo foi o de ajeitar a Lei segundo seus próprios interesses. Uma conduta movida por casuísmo, que contraria o que se espera de quem exerce o poder político num ambiente educativo.

E assim voltamos ao complexo de Vira Lata

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Omar dos Santos*

Vira-lataEsse texto tem a pretensão de tornar o atual debate sobre a maior paixão do povo brasileiro, o futebol, mais inteligente e mais participativo. Busca ainda, contribuir com a tarefa, que é de todos, de ajudar o cidadão a adquirir uma posição mais crítica e ativa em relação aos meios de comunicação de massa do Brasil.

Após a conquista da copa do mundo na Suécia pelo Brasil, o grande Nelson Rodrigues escreveu: “A conquista da Taça Jules Rimet por nossa seleção serviu para que o futebol brasileiro perdesse o complexo de vira-lata”. Da inteireza de sua razão, não há o que contestar. Tanto é que depois disso, ganhamos mais quatro copas e nos tornamos referência de futebol e exportadores de craques e treinadores. O mundo inteiro reconhece a importância e a preeminência de nosso futebol.