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A Economia Política e o grande salto atrás

Escrito por master.

BanqueirosOs banqueiros dominam a produção, controlam os palácios, não pagam impostos. As sociedades tornam-se impotentes. A democracia reduz-se a ficção. Diante da crise da modernidade, o neoliberalismo propõe marcha à ré

Por Luis Casado, Politika | Tradução: Inês Castilho | Imagem: Alamy Shutterstock, The Economist
http://outraspalavras.net/

A gruta de Lascaux (Dordogne, França) possui uma das mais impressionantes amostras de arte rupestre do Paleolítico. Em 80 a 90 metros de comprimento, foram classificadas 1.963 unidades gráficas entre pinturas e gravações, 915 das quais são de animais. Ao lado de Altamira (Cantabria, Espanha) e Chauvet (Ardèche, França), ela constitui o que os entendidos chamam de Capelas Sistinas da arte pré-histórica, ainda que as imagens não mostrem nenhum querubim.

Expansão Comercial Chines - A Nova Rota da Seda e o Brasil

Escrito por master.

Rota da SedaA China já é o principal parceiro comercial do Brasil. O Obor, embora tenha origem no país asiático, ultrapassa os limites do continente. No mínimo, é fundamental que atores brasileiros acompanhem de perto os debates e as iniciativas associadas

por: Adriana Erthal Abdenur e Robert Muggah
diplomatique.org.br/

A China já começou a refazer a globalização à sua imagem. O presidente Xi Jinping anunciou que o seu governo irá investir US$ 124 bilhões (o equivalente a R$ 418 bilhões) em uma nova iniciativa para interligar a China e o resto da Ásia a partes da Europa e da África através de infraestrutura física e digital. A iniciativa Cinturão e Rota (em inglês, One Belt One Road, ou Obor) teria como inspiração a histórica Rota da Seda, que interligava Oriente e Ocidente e contribuiu para o desenvolvimento de civilizações complexas em diversas partes da Eurásia. Apesar da alusão histórica, o Obor é um projeto moderno, idealizado em um mundo já interconectado, e é impulsionado por uma economia emergente que não esconde mais sua ambição de tornar-se uma potência global. Longe de ser uma simples plataforma de cooperação econômica transregional, é um ambicioso projeto geopolítico; caso venha a ser colocado em prática, terá efeito cascata em todo o mundo.

Como se privatizam as águas do Brasil

Escrito por master.

ÁguaSem debate algum com a sociedade, governo Temer prepara venda das companhias estaduais de abastecimento e despeja, na mesa de jogo do cassino financeiro global, as maiores reservas hídricas do planeta

Por Maíra Mathias, da Agência Fiocruz
http://outraspalavras.net/

A rua se transformou em um cenário de guerra. A fumaça e o barulho desorientadores das bombas de efeito moral se somavam aos estampidos produzidos por gatilhos a todo o momento acionados para liberar balas – de borracha, de plástico e até de chumbo. A visão era dificultada por outras bombas, de gás lacrimogêneo, e a entrada de um certo prédio público foi cercada de barreiras. De lá, saíam fortes jatos d´água apontados na direção de um carro de som. A perseguição se estendeu e dois veículos blindados, conhecidos como “caveirão”, avançaram por outras vias do centro do Rio de Janeiro. O noticiário chamou o acontecido naquela tarde de sol de 9 de fevereiro de “batalha”, palavra que originalmente remete ao combate militar entre dois exércitos inimigos. Na mira de todas essas armas, no entanto, não havia outro exército. Tampouco, de um ponto de vista republicano, as mulheres e homens, jovens e idosos que ali se agruparam deveriam ser encarados como “inimigos”. Mas assim foi feito. E, a partir do dia 15, quando a autorização para o envio da Força Nacional de Segurança Pública foi dada pelo governo federal, aqueles que defendiam a privatização da Companhia Estadual de Água e Esgoto (Cedae) se cercaram – literalmente – das condições necessárias para aprovar a medida. No dia 20 de fevereiro, com galerias vazias e cordão policial de 500 homens montado no entorno da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), os deputados autorizaram o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) a vender todas as ações da empresa.

O mito do dinheiro encantado

Escrito por master.

DinheiroO planeta é capaz de oferecer a todos uma vida digna — porém frugal. Mas continuamos acreditando que é justo atender, sem limites, os luxos de quem pode pagar por eles

Por George Monbiot | Tradução: Inês Castilho
http://outraspalavras.net/

Imagine projetar uma das nossas grandes cidades a partir do zero. Você logo descobriria que há espaço físico suficiente para magníficas praças, parques infantis, piscinas públicas, parques e reservas naturais urbanas, suficientes para dar conta das necessidades de todos. Por outro lado, você poderia destinar o mesmo espaço a uma pequena parte de sua população – os cidadãos ricos – que pode ter amplos jardins, talvez com sua própria piscina. A única maneira de assegurar espaço para ambos é permitir que as periferias se espalhem até a cidade tornar-se disfuncional – impossível de ser equipada com serviços eficientes, de modo a perder o sentido de coesão cívica e adquirir um rosnar permanente de tráfego: Los Angeles para todos.

O papel do educador “se nada der certo”..., por Fernando Horta

Escrito por master.

Papel do professorO papel do educador “se nada der certo”...

por Fernando Horta
http://jornalggn.com.br/

Sou professor desde 1996. Lá se vão mais de 20 anos. Neste tempo todo eu sempre vi a profissão de educador como um barco furado. Um barco furado ainda navega, mas precisa de trabalho constante. Precisa que lhe retirem o peso, e este peso insiste em retornar. Ser professor é, antes de tudo, ser um eterno aluno. Estar disposto a aprender com todos e com tudo o tempo todo. Quando você acha que já sabe, deixou de ser professor. De alguma forma, não somos professores (ou educadores), estamos sendo. A ideia da continuidade tem que ser jogada sempre e para a existência.


Neste tempo todo sempre disse aos meus alunos que não trocassem um punhado de boas dúvidas por pilhas de certezas. Saber duvidar, saber perguntar é saber. Ter certeza é apenas reconhecer em algo um reflexo do seu próprio pedantismo. Quando se tem certeza do saber, ele deixou de ser saber para ser algo próximo ao dogma. E é mais difícil discutir e questionarmos a nós mesmos do que aos outros. Somos muito convincentes quando o interlocutor é o espelho ou o travesseiro.